Imagine a seguinte situação: o cliente entrou no seu site, pesquisou os produtos, comparou opções, escolheu o que queria e colocou tudo no carrinho.


A intenção de compra existe.

Mesmo assim, a venda não acontece.


Esse é um dos problemas mais caros que uma operação de e-commerce pode ter: perder clientes que já avançaram praticamente toda a jornada de compra.


E, muitas vezes, o motivo não é preço, produto ou falta de interesse.

É simplesmente uma dúvida que não foi respondida no momento certo.


O problema nem sempre é falta de intenção de compra

Uma loja de cosméticos naturais em Recife enfrentava exatamente esse cenário.

Os consumidores acessavam o site, conheciam os produtos, adicionavam itens ao carrinho, mas uma parcela significativa abandonava a compra antes de finalizar.


À primeira vista, poderia parecer apenas mais um problema de abandono de carrinho.

Mas, ao analisar melhor o processo, ficou claro que muitos daqueles consumidores não tinham desistido de comprar.


Eles estavam travados por dúvidas relativamente simples:

Esse produto serve para o meu tipo de pele?

Quanto vai custar o frete?

Qual desses dois produtos é mais indicado para mim?


O cliente já estava próximo da decisão. Faltava apenas uma informação para seguir em frente.

O problema era o tempo.


Se uma dúvida feita naquele momento demorasse duas horas para ser respondida, a intenção de compra poderia simplesmente desaparecer.


O consumidor fechava a página, continuava pesquisando ou comprava de outra empresa.


A tecnologia entrou exatamente onde existia o gargalo

Depois de identificar esse ponto da jornada, a empresa implementou uma solução de inteligência artificial integrada ao atendimento.


O objetivo não era simplesmente “ter IA”.

A tecnologia entrou para resolver um problema específico: responder dúvidas rapidamente justamente no momento em que o consumidor estava próximo de finalizar a compra.


Em quatro meses, o abandono de carrinho caiu 18 pontos percentuais.


Além disso, o tempo de resposta no Instagram passou de aproximadamente duas horas para 30 minutos.

Os números são importantes, mas existe um aprendizado ainda maior por trás desse caso.


O verdadeiro ganho começou antes da IA

Quando se fala em automação, muitas empresas começam fazendo perguntas como:

“Qual chatbot devemos usar?”

“Que ferramenta de IA podemos implementar?”

“Qual processo conseguimos automatizar?”

Mas talvez essas não sejam as primeiras perguntas.


Antes de pensar em tecnologia, é preciso entender:

Onde o cliente está travando?

Em que momento estamos perdendo oportunidades?

Onde existe demora, atrito ou falta de informação?

Qual etapa está impedindo o cliente de avançar?


No caso dessa loja, a tecnologia funcionou porque existia um problema claramente identificado.

O gargalo estava no atendimento de consumidores que já demonstravam forte intenção de compra, mas precisavam de respostas rápidas para tomar a decisão.


A IA simplesmente tornou esse atendimento mais ágil e disponível.


Automatizar um processo ruim não resolve o problema


Existe uma diferença importante entre automatizar tarefas e melhorar processos.

Quando uma empresa automatiza sem entender sua jornada, existe o risco de apenas executar mais rapidamente um processo que já funciona mal.


É por isso que a tecnologia precisa entrar depois do diagnóstico.

Primeiro, você entende como marketing, atendimento e vendas estão funcionando.

Depois, identifica onde as oportunidades estão sendo perdidas.

Em seguida, redesenha o fluxo.

Só então faz sentido perguntar qual tecnologia pode ajudar a tornar esse processo mais rápido, integrado e eficiente.


Tecnologia potencializa processos bem desenhados

Inteligência artificial, automações, CRM e outras ferramentas podem gerar enormes ganhos de produtividade e conversão.


Mas elas não deveriam ser o ponto de partida.

O ponto de partida é o cliente.


É entender sua jornada e descobrir onde existem fricções entre o interesse e a compra.

Quando esse gargalo é identificado, a tecnologia deixa de ser apenas uma novidade e passa a resolver um problema real do negócio.


Na Azadi, acreditamos que tecnologia deve estar a serviço do processo e não o contrário.

Antes de perguntar “onde podemos colocar IA?”, talvez exista uma pergunta muito mais importante:

Em que momento da nossa jornada estamos perdendo vendas que já estavam quase acontecendo?


Encontrar essa resposta pode ser o início de uma transformação muito maior do que simplesmente implementar uma nova ferramenta.